Os pais não tiveram tempo de testemunhar o reencontro. A matriarca da família, Maria José Medeiros, morreu há cerca de dois anos chamando pela filha. Os irmãos contam que a mãe nunca desistiu de encontrá-la. Fazia apelos nas rádios, publicava anúncios em jornais.
Ao perder a mãe, um dos irmãos não se conformou com o destino da família e procurou a Polícia Civil. Foi então que localizou Tânia, que morava em Viamão, na Região Metropolitana.
Ao se certificar de que realmente se tratava da guria de 15 anos que havia fugido com o namorado, a família organizou o encontro. Emocionados, os irmãos se deslocaram de Santo Ângelo, Panambi, Farroupilha e Igrejinha para se reunirem em São Leopoldo.
Alguns se mostravam apreensivos, não viram documentação que comprovasse o parentesco daquela senhora. Mas foi Tânia pisar no salão que as dúvidas acabaram.
— É olhar para ela que nós vemos a nossa mãe. Elas são muito parecidas, não dá para acreditar — assegurou Leandro Medeiros, 38 anos, o caçula.
Ansiosos, todos queria saber o porquê da irmã nunca ter procurada a família.
— Eu estava apaixonada — justificou Tânia, hoje viúva de Luiz Carlos com quem teve cinco filhos.