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23 agosto 2011

Sem crimes: as cidades de SP e RS onde a violência não chegou

Imagem aérea da cidade de São José do Inhacorá, no RS
Foto: Divulgação
Jornalista: Simoni Sartori
Deixar a porta de casa aberta, a chave do carro no contato, a bicicleta sem cadeado são hábitos de uma realidade distante das grandes metrópoles, onde o aparato de segurança se torna indispensável e com mais itens a cada dia. Mas, na contramão das estatísticas, pelo menos dois municípios brasileiros ganharam status de cidades menos violentas: Borá (SP) e São José do Inhacorá (RS).
Em Borá, a menor cidade do Brasil, com 805 habitantes, o último homicídio que se tem notícia - um crime passional - aconteceu em 2004. Em São José do Inhacorá (RS), com 2,2 mil moradores em 2010, a mais recente ocorrência policial foi registrada em abril deste ano: o roubo de uma mesa velha no galpão de uma residência abandonada na área rural. A estratégia, destacam as autoridades locais, inclui tirar do papel programas preventivos de segurança, câmeras em locais estratégicos e o contato "personalizado" com a população, a ponto de policial e morador se chamarem pelo nome.
A criminalidade no pequeno município paulista, porém, "não é uma coisa inexistente", afirma o delegado Marcelo Petuba Lombert, responsável pelo expediente da Polícia Civil. "Os crimes acontecem sim, só que num âmbito muito menor. A maior incidência de delitos que temos hoje é, em primeiro lugar, os crimes contra a honra (injúria, difamação, calúnia). Já os crimes contra a vida, realmente, são raros, felizmente", aponta o policial.
Apesar do cenário de tranquilidade, Lombert destaca que a presença constante das autoridades policiais é essencial para manter a ordem. "É o que gera a pacificação social. Existe um furto, a polícia investiga rapidamente; existe uma briga, a PM intervém rapidamente e evita que o pior aconteça. Essa é a verdadeira causa, eu acredito, para o baixo índice de delitos registrados na cidade", afirma. "Nós temos as mesmas preocupações de um policial da cidade grande. Ficamos preocupados com roubos no caixa eletrônico, nos mercadinhos, na lotérica", diz o cabo Valdinei Carlos Nogueira, há 17 anos na PM de Borá.
Com as estatísticas a favor, os moradores buscam os itens mais básicos de segurança. "As casas têm grades nas janelas, mas só duas aqui em Borá têm cerca elétrica. Uma é a do dono do mercadinho e a outra é de um homem que veio de São Paulo", conta o policial militar.
Apesar do alarme no único posto de combustíveis da cidade servir apenas para "intimidar" eventuais assaltantes, o dono do estabelecimento, João Antonio Nespoli, 44 anos, mostra que a guarda não está baixa. "Quem não se preocupa? Há tanta violência no País. Não tem mais tamanho de cidade. A violência que a gente vê pela televisão tem até em cidade pequena. Só que em Borá, por enquanto, não estamos passando por esse problema ainda. No comércio não lembro nenhum tipo de assalto, nada. Roubo só se for por gente de fora", diz.
Câmeras de vigilância contra 'miguelitos'
Em 2009, tão logo assumiu a prefeitura do município gaúcho de São José do Inhacorá, a 480 km de Porto Alegre, o médico Alexandre Vaz Ferreira determinou a instalação de câmeras de vigilância nos acessos e na área central. A ideia de um colega médico surgiu para coibir uma estratégia ousada e planejada de assaltantes: uso de grampos (os chamados "miguelitos") para furar pneus de veículos e dificultar o acesso ao local dos crimes, principalmente viaturas policiais.
O prefeito comemora estar a dois anos sem "eventos de violência dignos de nota", mas não tira o olho dos noticiários. "Também víamos inúmeros casos de roubos a bancos e cooperativas em cidade próximas, igualmente interioranas, que nos deixavam apreensivos, pois é visto que os criminosos estão trocando os grandes centros pelas cidades menores."
Assim como a PM do município paulista, a Brigada Militar de São José do Inhacorá vê na proximidade com a população uma maneira eficiente de reduzir a criminalidade. "Aqui é um lugar muito pequeno, então é possível fazer um trabalho mais conectado com a comunidade. A prefeitura tem um sistema de monitoramento, então isso também inibe bastante a criminalidade. Para nós, é bom, é preventivo. Os criminosos pensam duas vezes antes de vir fazer um furto na cidade", afirma Thomas Butzke, soldado da Brigada Militar, que alega não se lembrar "de cabeça" do último crime de repercussão registrado na cidade.
Geração de empregos é vetor de tranquilidade
Nas duas cidades, o elevado nível de emprego é apontado como um dos principais fatores que contribuem para a baixa criminalidade. "Aqui não tem desocupado, por isso que não tem crime. Você conta as pessoas que não trabalham", diz o cabo Valdinei Carlos Nogueira, da Polícia Militar de Borá, citando uma usina de açúcar e álcool como a principal geradora de emprego na região.
A geração de emprego também é um dos fatores de aumento da qualidade de vida. "A melhoria de todos indicadores de qualidade de vida, com um programa de geração de emprego e renda que praticamente terminou com o desemprego", diz o prefeito de São José do Inhacorá.
Uma eventual migração da violência de outras cidades para a pequena São José do Inhacorá também deixa as autoridades em alerta. "Há a preocupação de que a violência venha para cá, porque a cidade está em desenvolvimento, mas tentamos prevenir. Quando as empresas contratam pessoas de fora, tentamos saber quem é", afirma o soldado gaúcho Butzke.
O comerciante Vianei Both, proprietário de uma loja de material elétrico e hidráulico, também espera que a criminalidade não ultrapasse as fronteiras do município. Vítima de um arrombamento em seu estabelecimento há três anos, ele diz que hoje se sente seguro, principalmente depois da instalação das câmeras de vigilância. "A loja tem alarme, mas a minha casa não tem grade nas janelas, não. E eu me sinto seguro, mesmo sem a grade. A cidade é muito calma e espero que a violência não chegue aqui. Foram colocadas na cidade as placas 'sorria, você está sendo filmado' e isso ajudou muito, muito mesmo", garante Both.

20 maio 2011

Acampamento instala placas de alerta contra padres pedófilos

Placas fixadas em acampamento no sul austríaco, como um 
protesto contra a pedofilia, chamam atenção do país
Foto: AP
Provoca polêmica na Áustria, nesta semana, um acampamento onde foram instaladas placas para alertar sobre o risco de ataques de padres pedófilos, no sul do país. Os sinais mostram um sacerdote de batina longa que corre atrás de um menino e uma menina, e foram fixados pelo dono do local, ao longo do caminho de um bosque, localizado nas proximidades de uma basílica católica.
"Quero manifestar o meu protesto como um simples cidadão", explica o proprietário, Sepp Rothwangl, que disse ter sido abusado por um padre quando era criança. O fato tem atraído a atenção do país, e preocupa o clero austríaco. "A igreja católica romana parece incapaz de remover padres que abusam de suas funções", reclama.
A mensagem ainda informa que religiosos são proibidos de entrar na floresta com crianças a menos que elas estejam acompanhadas pelos pais ou outros adultos autorizados. Segundo a agência AP, a arquidiocese de Viena avaliou as placas como "um ato bizarro que quer gerar atenção".
No ano passado, a Igreja Católica austríaca foi alvo de um escândalo que envolvia pelo menos 30 investigações sobre pedofilia. Um arcebispo local pediu renúncia depois de admitir que abusou de uma criança durante 40 anos.

15 janeiro 2011

Acidente mata quatro argentinos em São Borja

Acidente deixou quatro vítimas fatais em
São Borja
Quatro pessoas morreram na manhã deste sábado em uma colisão frontal entre um automóvel com placas da Argentina e um caminhão na BR-287, em São Borja, na fronteira oeste do Rio Grande do Sul. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o acidente ocorreu por volta das 6h10 na altura do km 453 da rodovia.
O motorista do automóvel Bora foi identificado como Ricardo Valenzuela, 57 anos. Além dele, estavam no carro José Aníbal, 19 anos, Ramona Benitez, 56 anos, e Enzo Ferreira, 20 anos. Todos morreram no local. O caminhão, com placas de Santa Maria (RS), era conduzido por Glenio Silveira Caetano, 43 anos, que escapou ileso. Às 9h, os veículos e os corpos ainda estavam no local, aguardando a perícia da Polícia Civil.

07 janeiro 2011

Grêmio cancela festa para a chegada de Ronaldinho

Presidente gremista prometeu demitir o
responsável pela organização da festa
A festa armada pelo departamento de marketing do Grêmio para o anúncio da contratação de Ronaldinho foi cancelada pelo presidente Paulo Odone, no início da tarde desta sexta-feira.
Questionado pelos jornalistas de plantão no Estádio Olímpico sobre as caixas de som colocadas no gramado, Odone se irritou.
"Mandei retirar tudo, e vou tirar o responsável por isto também", disse o presidente, visivelmente alterado.
Além do palco montado no centro do gramado do estádio, muitos torcedores circulavam em volta do Olímpico esperando o momento da apresentação do jogador.
Para a apresentação, os músicos Humberto Gessinger, ex-vocalista da banda Engenheiros do Hawaí, e Renato Borguetti teriam sido contatados para tocar algumas músicas.
A direção gremista segue afirmando que ainda não acertou a contratação de Ronaldinho, porém o anúncio por parte dos dirigentes tricolores deve acontecer nas próximas horas.

11 setembro 2010

Veja fotos do maior atentado terrorista da história

Há 9 anos, o coração financeiro dos Estados Unidos era golpeado pelo maior ataque terrorista da história. Em 11 desetembro de 2001, terroristas suícidas da Al-Quaeda sequestram quatro aviões comerciais e batem dois deles contra as torres gêmeas do World Trade Center, um dos principais cartões-postais de Nova York. Os ataques, planejados pelo inimigo número 1 dos EUA, Osama bin Laden, causaram quase 3 mil mortes, incluindo 19 sequestradores, além de ferir mais de 6 mil pessoas. Veja as imagens mais marcantes do 11 de setembro.

19 abril 2010

Motorista que transportar criança sem cadeirinha será multado

A partir do dia 9 de junho será obrigatória a utilização do dispositivo de retenção adequado para transportar as crianças de até sete anos e meio no automóvel. Conforme a idade, deve ser usado equipamento como “bebê conforto” ou cadeirinha. A ausência do equipamento no carro será considerada uma infração gravíssima, com multa de R$ 191,54 e sete pontos na CNH.
A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), de São Paulo, e a Polícia Rodoviária Federal começam nas próximas semanas o treinamento dos agentes. A mudança na legislação havia sido determinada dois anos atrás pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), já que, por enquanto, brechas permitem que as crianças sejam transportadas só com cinto de segurança no banco traseiro.
A avaliação dos especialistas é de que o cinto é insuficiente. A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou que a utilização correta da cadeirinha reduz em 70% a possibilidade de morte de um bebê em acidente. Em relatório da entidade do ano passado, a pior avaliação do Brasil, dentre cinco itens de segurança viária, foi em relação ao uso das cadeirinhas: nota 4, numa escala até 10.
Em sete anos, mais de 180 mil crianças foram vítimas de acidentes de trânsito no País, das quais mais de 8 mil morreram. Há, porém, obstáculos e deficiências que colocam em xeque o sucesso da medida. De acordo com a OMS, de 178 países avaliados, embora a norma existisse em mais de 90% dos ricos e 20% dos pobres, em apenas 14% a lei era eficiente.
Hoje há modelos que variam de R$ 150 a mais de R$ 1 mil, valores altos para a população de baixa renda. E não há variedade de marcas populares, na avaliação da Associação Brasileira de Produtos Infantis (Abrapur), que ressalta que a criança precisa de três assentos diferentes até os sete anos e meio.
Mas para quem pode pagar, as opções são consideradas satisfatórias pelo Inmetro. De um ano para cá, só cadeirinhas certificadas pelo instituto podem ser vendidas nas lojas. Até a semana passada, havia 88 modelos, de 14 empresas, aprovados.