09 setembro 2013

SETREM: Novidades apresentadas no Dia de Pecuária empolgam produtores rurais

Atividade foi dividida em três estações e reuniu cerca de
180 pessoas no campus da Instituição
A Sociedade Educacional Três de Maio (SETREM) realizou, na sexta-feira, 6, o Dia de Pecuária, atividade que reuniu cerca de 180 produtores rurais e empresários ligados à agricultura de várias cidades da região Noroeste do Estado. As novidades foram apresentadas em três estações, com o engenheiro agrônomo da EMATER, Luiz Roque Barcellos, apresentando o manejo de dejetos animais, com o médico veterinário da Agroceres, Arli Heimerdinger, falando sobre a qualidade das forrageiras e com o técnico em agropecuária da Emacol, Arlei Welter, explicando o funcionamento da enfardadora e do empacotador de fardos redondos.
               
Segundo Marcelo Rigo, coordenador da área de pecuária da SETREM, as três estações apresentaram áreas importantes para o agricultor que trabalha com a produção leiteira, em busca do aumento da produtividade e da lucratividade no negócio. “Os profissionais abordaram a qualidade da forragem a ser ensilada com o uso das máquinas, observando a forma e o momento em que se faz o corte e o que essa forragem armazenada vai significar quanto a resultados na alimentação do animal. Além disso, foi feito um detalhamento do uso das máquinas que coletam e envolvem estas forrageiras, com os processos que devem ser observados para que o alimento não estrague e seja de excelente qualidade”, explica. Os equipamentos são oferecidos por várias empresas da região. “Ainda é um procedimento de custo mais elevado, mas esta nova forma de se armazenar é excelente, principalmente para dispor de alimento em períodos em que ele não é tão farto”, complementa.

A estação do manejo dos dejetos animais trouxe total atenção à questão ambiental. “Uma vaca produz de 50 kg a 60 kg de esterco por dia, além da urina. Apresentamos o que se pode fazer para que esse material seja utilizado corretamente na propriedade, como pode ser utilizado na lavoura ou como fazer um biodigestor. São poucas as propriedades que têm um controle de dejetos, então, estamos trazendo essa ideia. Existe toda uma preocupação ambiental por trás desses procedimentos. Não se pode simplesmente jogar o dejeto na lavoura. Então, mostramos uma forma de decomposição, com os prazos específicos, para que ocorra a fermentação e esse material possa ser utilizado na lavoura com o máximo de diminuição do impacto ambiental”, conclui Rigo.