23 dezembro 2011

PP promete criar 'governo paralelo' no Estado

Bernardi detalhou grupo que se propõe a analisar governo Tarso 
Foto: Geancarla de Aguiar / Divulgação
Ao avaliar primeiro ano da gestão de Tarso, presidente da sigla, Celso Bernardi, disse que montará grupo para identificar erros
Em plena preparação da candidatura da senadora Ana Amélia Lemos para o Palácio Piratini, em 2014, o PP promete devassar minúcias dos atos do governo Tarso Genro a partir do ano que vem para identificar erros e contradições da gestão petista. A postura da sigla foi demarcada ontem, em entrevista do presidente estadual do PP, Celso Bernardi, em que ele avaliou o primeiro ano da gestão petista.
— Vamos fazer um governo paralelo em 2012. Acompanharemos os atos de cada uma das secretarias — disse.
A análise dos atos do governo será feita por 12 progressistas que integram o Grupo de Assessoramento Técnico (GAT), criado recentemente em ato de Bernardi. Entre os membros do núcleo, está o ex-governador Jair Soares, que exercerá o papel de coordenador, o ex-prefeito da Capital Guilherme Villela e o deputado estadual Frederico Antunes. Uma das prioridades será fiscalizar o cumprimento de cada item que consta no plano de governo apresentado por Tarso na campanha de 2010.
— Vamos fazer comparações entre os governos Yeda e Tarso, além de analisar atos, contratos e execuções — assegura Bernardi.
Sobre as eleições de 2014, ele diz que em janeiro ocorrerá a terceira reunião entre líderes de PP, PMDB, PSDB, PPS e DEM, que planejam formar um bloco unitário de oposição a Tarso.
— Até o final de 2013, vamos definir se estaremos juntos. Em 2012, nas eleições municipais, a nossa meta é haver o mínimo de atrito possível entre nós — revela Bernardi, citando um compromisso estabelecido entre as siglas.
Dentre as críticas ao governo Tarso, Bernardi destaca promessas de campanha de Tarso que não foram cumpridas, como o pagamento do piso nacional dos professores. Apesar de ter integrado o governo Yeda, que ingressou no STF com ação contra a lei do piso, os progressistas demonstram preocupação com a ausência de um calendário que faça a previsão dos pagamentos devidos aos professores.
Apontamentos
Além de projetar o próximo ano, o PP apontou problemas no primeiro ano de gestão:
— Ausência de calendário para o pagamento do piso nacional dos professores.
— Atuação tímida de Tarso na divisão equânime dos royalties do pré-sal.
— Fechamento do ano de 2011 com déficit nas contas públicas.
— Criação de 332 CC’s e 182 FG’s.